SOA – Mas, afinal, o que é isso?
Já imaginou se, nos dias de hoje, você tivesse que fazer tudo sozinho, sem contar com serviços de terceiros? Se você tivesse que se preocupar em construir seu próprio transporte, seu próprio meio de telecomunicação, seu próprio plano de saúde?
É impossível concebermos essa idéia atualmente, porque nossa sociedade é exclusivamente orientada a serviços. Temos serviços de transporte disponíveis e apenas os consumimos quando nos é conveniente; o mesmo podemos dizer sobre telecomunicações, planos de saúde e centenas de outros.
Este é exatamente o conceito de SOA, que vem do inglês Service Oriented Architecture e quer dizer Arquitetura Orientada a Serviços. SOA nada mais é que uma estratégia que propõe a organização dos ativos de softwares, de modo que eles possam representar processos, atividades ou tarefas de negócio de forma direta. Essas representações são chamadas de serviços e devem ser baseadas em padrões e facilmente combinadas e reutilizadas.
O conceito de SOA influencia fortemente no planejamento estratégico e no modelo de negócios que uma organização está fazendo, tirando proveito de recursos atuais, incluindo desenvolvedores, linguagens, plataformas de hardware, bancos de dados e aplicações.
Detalhes de implementação — como componentes, servidores, pedidos de cliente e bancos de dados nos quais os programas rodam — são independentes das definições de processo e padrões. Esse estilo adaptável, flexível, de arquitetura, provê a fundação para 'time-to-Market' mais curto, a custos e riscos reduzidos em desenvolvimento e manutenção. A arquitetura pode ser evoluída baseada em investimentos de sistemas existentes em lugar de requisitar a reescrita de um sistema completo.
Segundo o IDC, organizações que usam SOA corretamente alcançaram um ganho de 40% na utilização de recursos de desenvolvimento. Também reduziram custos e riscos enquanto aliviaram a administração de suporte técnico.
Alguns erros são bastante comuns e devem ser evitados, como confundir web services com SOA ou achar que se pode comprar SOA e deixá-la somente nas mãos de TI. Isso pode comprometer seriamente a idéia de sua implantação. A iniciativa de implantação é de longo prazo (3 a 5 anos, em média) e compreende a execução de dezenas ou centenas de projetos (embora sejam sempre de pequeno porte). Ela envolve também muitas quebras de paradigmas em seu percurso, seja no desenvolvimento de software, no gerenciamento de projetos e até mesmo na maneira de tratar com as áreas de negócios, pois devem estar sempre próximas à área de TI nesse tempo.
Em suma, é um grande desafio, mas extremamente válido e necessário para a evolução tecnológica das empresas.
Antônio Carlos dos Santos é consultor de tecnologia & gestão, especializado em tecnologias emergentes e gestão de TI. Foi coordenador de Prospecção e Desenvolvimento Tecnológico do ICI e atualmente é responsável pela organização da arquitetura corporativa do Instituto, atuando como coordenador/consultor da Coordenação de Arquitetura e Processos.
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Comentado em: 24/11/2008 às 17:35
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Comentado em: 24/11/2008 às 16:35
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Comentado em: 24/11/2008 às 14:30
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