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Da conexão à operação

ICI é responsável pela manutenção dos equipamentos que compõe a Muralha Digital de Curitiba

Há mais de três anos, a Muralha Digital alia policiamento e tecnologia da informação para tornar a capital paranaense mais segura e inteligente. O projeto de segurança pública da Prefeitura de Curitiba é conduzido pela Secretaria Municipal da Defesa Social e Trânsito e a Secretaria Municipal de Administração, Gestão de Pessoal e Tecnologia da Informação, em parceria com o Instituto das Cidades Inteligentes (ICI).

São mais de 1.900 equipamentos, entre câmeras e Painéis de Mensagens Variáveis (PMVs), instalados em pontos estratégicos da cidade, como estações-tubo, terminais, escolas municipais, cemitérios, ruas, parques e praças. Todos integrados ao Centro de Controle Operacional da Guarda Municipal de Curitiba (GMC), formando um cerco digital por meio de sistema de videomonitoramento que vem coibindo atos de vandalismo, depredações, furtos, roubos e outras formas de violência.

Para garantir o pleno funcionamento de todo esse aparato tecnológico, o ICI conta com profissionais que trabalham diariamente nos bastidores do projeto. Cerca de 30 colaboradores atuam de forma direta ou indireta para garantir o sucesso do serviço.

“A Muralha Digital é especial por conta da criticidade do serviço, que envolve segurança do bem público e da população. Por isso, temos duas gerências envolvidas nesse trabalho, com equipes engajadas e que se dedicam plenamente na execução das atividades. Todos compreendem a importância de darmos uma resposta rápida, entregando um serviço excelente para a Guarda Municipal de Curitiba”, comenta o diretor de Infraestrutura e Operações do ICI, Fernando Matesco.

Por conta da complexidade do serviço e a integração entre tecnologia e policiamento, o projeto foi dividido em três fases: instalação de câmeras novas; disponibilização das câmeras corporais e de viaturas; e manutenção do equipamento legado.

Implantação

No ICI, a Gerência de Data Center e Segurança da Informação está à frente do projeto desde seu início, em 2020, com a responsabilidade de realizar atividades relacionadas à infraestrutura e segurança da informação, como desenho, arquitetura, topologia, definição dos locais de instalação de postes e implantação de câmeras, e armazenamento das imagens.

“Os maiores desafios foram atender os prazos para construção de uma central de videomonitoramento, realizar site-survey (inspeção técnica) em todos os locais que as câmeras foram instaladas, aprender do negócio, disponibilizar conectividade e instalar o ambiente computacional no Data Center”, conta o gerente da área, Alessandro Peres Nowicki.

Além das atribuições operacionais, o setor também atua com o gerenciamento do serviço, especificação dos equipamentos a serem adquiridos pelo Instituto em atendimento às exigências da prefeitura, dimensionamento das equipes técnicas, e análise de riscos e impactos ao negócio, que se tornaram cada vez mais amplos com a expansão do projeto.

Por grande parte dos equipamentos serem de propriedade do ICI, ainda compete à equipe técnica a reavaliação dos serviços de manutenção preventiva e corretiva e processos de compra para as devidas substituições.

Evolução

No processo de evolução da Muralha Digital, o ICI também esteve operante. A segunda fase trouxe a incorporação de 515 câmeras corporais no colete balístico dos guardas (body cams) e a instalação de 50 câmeras nas viaturas.

Já na terceira e atual etapa, os trabalhos realizados envolvem instalação, configuração, manutenção corretiva e preventiva em todas as câmeras e painéis da prefeitura, bem como o remanejamento destes equipamentos para locais com melhor aproveitamento, de acordo com solicitações da Guarda Municipal ou da Urbanização de Curitiba (Urbs).

Segundo o gerente de Infraestrutura e Suporte Técnico do ICI, Evandro Luiz Yurk Vizinoni, em 2023 foram contabilizados 4.036 chamados para atendimento, sendo 3.237 casos de manutenção preventiva, 624 correções de falhas, 166 substituições de equipamentos e nove remanejamentos. Todos estes chamados são atendidos pelas equipes interna e de campo do Instituto, que precisaram ser capacitadas e orientadas sobre a prestação dos serviços.

“Formamos uma equipe para o trabalho de assistência técnica desses equipamentos. Hoje os técnicos abrem as câmeras e os PMVs e substituem peças e componentes defeituosos, o que foi um grande avanço de conhecimento, pois já eram especializados em computadores e impressoras”, explica Vizinoni. “Nós enviamos para serviço externo menos de 1% dos equipamentos que entram em nosso laboratório técnico. Isso reforça a enorme capacidade do nosso time na prestação do serviço de assistência técnica”, completa.

O gerente ainda destaca que a dedicação, esforço e comprometimento da equipe também têm sido fundamentais para o êxito nas demandas: “O nível de complexidade dos atendimentos é alto e gera grande impacto para o projeto e, principalmente, ao cidadão. Graças ao excelente time, conseguimos superar as expectativas do nosso cliente.”

Linha de frente

No dia a dia, os técnicos de TI são os responsáveis pelo atendimento dos chamados. Apesar da experiência, a tecnologia dos equipamentos e o atendimento em locais públicos, sujeitos a condições adversas, fazem do trabalho uma verdadeira “aventura”.

“Enfrentamos constantes desafios ao passar cabos de energia ou rede em locais de difícil acesso. Muitas vezes, enfrentamos perigos nas ruas ao ficarmos dentro das canaletas por onde os ônibus passam. Mas, executamos as tarefas com o máximo de segurança, utilizando os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e sinalizando adequadamente toda a área”, diz Giovana Piffer Siqueira.

A colaboradora acrescenta que, mesmo com os desafios, os aprendizados têm sido significativos, bem como a satisfação de atuar em um projeto que beneficia toda a sociedade: “Tenho paixão pelo que faço desde que entrei no ICI. Percebo que nossas ações são essenciais para o sucesso do projeto e contribuem significativamente para melhorar a qualidade de vida em Curitiba. Morando na cidade, sinto-me ainda mais grata, pois estou diretamente envolvida nesse propósito e desfruto dos benefícios oferecidos.”

Resultado

Segundo informações divulgadas pela própria Prefeitura de Curitiba, o resultado de todo esse cerco digital tem gerado reflexos positivos para a população, com redução de 40% nas ocorrências de crimes em pontos monitorados pelas câmeras da Muralha Digital.

As câmeras inteligentes de alta resolução, com reconhecimento facial, leitura de placas de veículos, panorâmicas e térmicas, têm contribuído de forma efetiva para a segurança dos cidadãos.

A coordenadora do projeto no ICI, Alana Sdroievski Gonçalves, comenta que o balanço desse trabalho é muito positivo: “Acompanho esse projeto desde o início e tenho muito orgulho de ver essa evolução. É um serviço que possui muitos recursos, beneficiando a cidade de Curitiba e a todos os cidadãos. Para nós, que trabalhamos diretamente nele, ainda traz inúmeros aprendizados diários.”

Referência

Além da segurança proporcionada, a Muralha Digital eleva a cidade a um patamar de reconhecimento nacional, pois se tornou referência para setores que tratam de segurança pública por todo o Brasil, incluindo entidades do Governo Federal.

“O projeto atrai olhares de outras localidades interessadas em conhecer o modelo adotado por Curitiba, tendo o objetivo de benchmarking e pelo fato de o município ser referência em cidades inteligentes”, destaca o diretor Fernando Matesco.

A integração entre tecnologia e policiamento, mais as equipes dedicadas nos bastidores têm garantido que o cerco digital permaneça invisível, mas eficaz para proteger cada cidadão que transita por Curitiba.